A Campanha da Fraternidade 2010 PDF Imprimir E-mail
Colunas - Coluna do Teologo Eduardo Rocha Quintela
Seg, 22 de Fevereiro de 2010 00:16

A Campanha da Fraternidade 2010 será ecumênica, ou seja, todas as igrejas cristãs que participam do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, irão participar. Com isso os resultados serão muito mais abrangentes, pois nos anos anteriores eram somente os católicos que participavam.


A Campanha abordará a questão econômica de maneira não acadêmica e, de certa forma, provocadora, a partir do olhar dos menos beneficiados pelas teorias econômicas convencionais e de critérios que, apesar de esquecidos, são determinantes para alcançar os objetivos prioritários da economia: pão na mesa, casa, educação, saúde e oportunidades de vida digna para todos os membros da família humana.


Na Bíblia, os pobres e todos os necessitados estão no centro da justiça que Deus exige das relações humanas e econômicas. Hoje, como no passado, as comunidades cristãs devem se interrogar sobre seu patrimônio, seu uso do dinheiro e seu compromisso com a transformação econômica e social do país.


O texto-base, também faz referência a essa preocupação. As comunidades cristãs precisam resistir à tentação de transformar o culto a Deus em moeda para a obtenção de prosperidade. O cristão é um servidor, não alguém que recorre a Deus em busca de favores, diz trecho na página 66 do documento.


As fracas políticas de reforma agrária falharam nos seus objetivos de reduzir a concentração da terra e também falharam em oferecer condições dignas de trabalho a milhões de famílias de trabalhadores que foram expulsos da terra, por meios corruptos e violentos ou por tragédias climáticas. Há uma intensa e contínua expansão do agronegócio e de várias formas de atividade econômica, baseadas no uso irresponsável dos recursos naturais.


O texto fala ainda em corrupção: Tomamos conhecimento todos os dias de uma deplorável série de formas de corrupção, com políticos que usam seu cargo para obter lucro e privilégio para si e para seus aliados, colocando interesses econômicos acima das reais necessidades do povo.


A Campanha vai nos ajudar reconhecer nossa omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Hoje, precisamos combinar eficiência econômica, justiça social e prudência ecológica, percebendo a relação e a importância do meio ambiente nas atividades de desenvolvimento econômico, social e cultural.

Frei Eduardo R. Quintella
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Eduardo Rocha Quintella é Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - Minas Gerais

 

 

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